À sombra da Revolução

À sombra da Revolução
1 de março de 2015 JOCUM Brasil Comunicação

Equipe missionária detida na Venezuela

Na última semana, uma equipe missionária Americano-Canadense foi detida e levada a uma base militar em Macaray na Venezuela por agentes do SEBIN, o serviço de inteligência do país, sob acusação de espionagem. A equipe, composta por médicos sendo 1 americano e 3 canadenses, pertence a Bethel Churh no estado de Dakota do Norte. Era acompanhada por um pastor local que tem, com o apoio de equipes, prestado serviços gratuitos a diferentes cidades na região em viagens missionárias nos últimos 14 anos.
Depois de interrogado, o grupo foi liberado no Sábado (28), e já deixou o país com destino a Aruba. Segundo relato das famílias dos missionários, durante o interrogatório eles foram bem tratados.

Após a prisão do prefeito de Caracas e do assassinato de um adolescente de 14 anos por um policial às margens de um protesto na cidade de San Cristóbal, o clima político ficou ainda mais tenso no país, levando o presidente Nicolás Maduro a cancelar sua ida ao Uruguai onde participaria da cerimônia de posse de Tabaré Vázquez. O país tem enfrentado uma intensa onda de protestos em função da crise de abastecimento de produtos básicos.
Todavia Maduro, culpa a rica elite do país e ativistas da oposição, segundo ele incentivados por Washington e pelos meios de comunicação estrangeiros. O presidente os acusa de visarem um “golpe econômico”.

Não é a primeira vez que as conturbadas relações políticas entre a Venezuela e os Estados Unidos respingam em agências Missionárias. Em 2005 a Missão Novas Tribos foi expulsa depois de 60 anos de trabalho no país, acusada de espionagem para a CIA pelo então presidente Hugo Chaves. Chavez afirmou que considerava a Missão uma “verdadeira penetração imperialista”. Na época a Missão Novas Tribos na Venezuela contava com 160 missionários entre estrangeiros e autóctones em 12 tribos, realizando o importante trabalho de tradução das escrituras nas línguas locais. Como resposta, em novembro de 2005 centenas de indígenas marcharam em protesto contra a expulsão da missão, afirmando que a despeito do discurso do governo, pobreza continuava rompante e que os missionários era os únicos que tangivelmente trabalhavam para melhorar as suas vidas. Chavez todavia, afirmou que a decisão era irrevogável.

Há muito o que orar pela América Latina. Junte-se a nós.

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