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Jubileu de JOCUM é notícia na “Cristianismo Hoje”

Jubileu de JOCUM é notícia na “Cristianismo Hoje”

Em 2010, no auge da celebração dos seus 50 anos de existência, o movimento missionário de Jovens Com Uma Missão, tanto em nível internacional quanto em âmbito nacional, foi agraciado com uma reportagem especial de cerca de 08 páginas dentro da edição de fim de ano da Revista Cristianismo Hoje, tanto no seu formato em Inglês quanto na sua edição brasileira.

Logo, com base no conteúdo original publicado na edição em Inglês (Christianity Today Magazine), publicamos abaixo o texto que saiu publicado na edição brasileira (Revista Cristianismo Hoje) em sua versão editada, revista e atualizada pela Equipe Nacional de Comunicação de JOCUM Brasil. É com muita alegria que noticiamos aqui em nosso site essa tamanha vitória em termos de visibilidade ministerial missionária de JOCUM tanto no Brasil quanto no exterior!

No mais, aproveitem a leitura!

Grande abraço,

Equipe Nacional de Comunicação de JOCUM Brasil

Reportagem completa que saiu publicada na Revista Cristianismo Hoje:


JOVENS COM UMA PAIXÃO

Ao completar 50 anos, JOCUM continua fiel ao ideal de fazer Deus conhecido em todas as nações

Julho de 2010. Enquanto as chuvas de monções inundam o Paquistão, o mundo se mobiliza para socorrer os mais de 20 milhões de vítimas entre mortos, feridos e desabrigados. As enchentes do último verão foram apenas mais uma tragédia num país já vitimado pela miséria e pela instabilidade política e econômica. Um quinto de todo o território paquistanês ficou debaixo d’água, trazendo à imensa população do país, riscos imediatos como a fome e a disseminação de doenças. Em meio a diversas entidades internacionais de apoio humanitário, organizações não-governamentais, grupos civis e instituições religiosas que foram para lá, centenas de estudantes evangélicos se mobilizaram para prestar socorro. Alguns deles são estudantes da Escola de Treinamento e Discipulado (ETED) de Karachi, a capital do país. Aspirantes a missionários, eles aprenderam desde cedo que, para fazer Deus conhecido pelos povos, é preciso legitimar a pregação com ações concretas de amor ao próximo – exatamente como o próprio Cristo ensinou enquanto andou por esse mundo.

De volta ao passado… Num belo dia em 1960, um jovem chamado Loren Cunningham também ficou interessado em dar um sentido à sua vida espiritual além dos cultos de domingo. Contando com o apoio de dois amigos evangélicos e com um mimeógrafo usado, montou na garagem de sua casa, em Los Angeles (EUA), um escritório missionário. A ideia inicial era incentivar outros jovens evangélicos a usarem um pouco de seu tempo para anunciar a Palavra de Deus e fazer algo útil ao próximo. Os voluntários deveriam estar conscientes de sua responsabilidade espiritual perante os perdidos e serem capazes de prover o próprio sustento, seja com recursos pessoais seja a partir de doadores. A ideia inicial cresceu, mais e mais pessoas foram se envolvendo e o projeto de Cunningham se transformou numa das mais bem sucedidas iniciativas missionárias de todos os tempos.

Os dois episódios estão separados por 50 anos, mas fazem parte do mesmo contexto. Jovens com uma Missão (Jocum), o movimento iniciado por Cunningham, é o mesmo grupo que prestou socorro ao povo do Paquistão e hoje atua em mais 175 países, sob o lema “conhecer a Deus e fazê-Lo conhecido” – inclusive no Brasil, onde o ministério foi instalado em 1975 pelo casal de missionários norte-americanos James e Pamela Stier. Os jocumeiros, que é como os membros dessa missão são chamados, dão conta de um leque enorme de ministérios: cuidam de refugiados chechenos que vivem na Polônia; reconstroem vilas birmanesas depois da passagem do devastador ciclone Nargys em Myanmar; compartilham o Evangelho em grandes eventos como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos; abrigam filhos de prostitutas na Índia; ensinam populações africanas sobre como melhorar a produção rural com simples técnicas de saneamento básico e manejo da água; montam ambulatórios médicos em regiões devastadas, desde zonas de guerra no Oriente Médio aos morros do Rio de Janeiro; distribuem bíblias em regiões diversas como a periferia do Cairo, no Egito, e a Patagônia, no extremo sul da Argentina. Somado a isso, há inúmeras outras atividades, como os impactos evangelísticos, e variadas ações missionárias em contextos urbanos, a partir de apresentações artísticas recheadas de criatividade.

O resultado disso tudo vai além do ganho de almas para Cristo e chega à promoção de mudanças sociais significativas, que, em JOCUM, são conhecidas como discipulado de nações. “Nós estamos trazendo a mensagem de que Deus os ama e de que queremos ajudá-los”, pontua Liz Cochrane, missionária de ascendência suíça que acionou seus contatos com empresários norte-americanos para levantar fundos para a compra de 100 mil filtros para contornar a falta da água potável para os refugiados paquistaneses. Aos 48 anos de idade, ela tem o perfil jocumeiro típico, que, para fazer a obra, não desiste diante de riscos ou desconfortos. Em 1985, ela chegou a ser presa no Nepal por pregar o Evangelho, uma atividade que então era proibida nessa nação asiática. Para ela, assim como para as cerca de 04 milhões de pessoas que já atuaram na JOCUM nesse meio século de existência, o maior perigo é ficar longe do centro da vontade de Deus.

Responsabilidade e inovação
Evangelismo, ensino e misericórdia são os três pilares de atuação da JOCUM nos cinco continentes. Com uma força de trabalho atual da ordem de 17 mil missionários com dedicação de tempo em integral – sendo mais de 50% desses de etnias não-ocidentais – um dos maiores desafios da JOCUM é prover ensino e discipulado a toda essa gente. Cada um dos candidatos, independente de sua nacionalidade, denominação ou idade deve frequentar um curso obrigatório intensivo e integral, de cinco a seis meses, chamado Escola de Treinamento e Discipulado, ou simplesmente, ETED, que é oferecido nas mais de 1,2 mil bases da missão em todo o mundo (para mais informações, vide abaixo). Depois disso, os estudos podem ser continuados em nível de graduação superior tecnológica, licenciatura, bacharelado, e ainda, em nível de pós-graduação lato sensu e stricto sensu (mestrado acadêmico), na Universidade das Nações (UofN), que é uma instituição de ensino superior (IES) nada convencional. Essa IES usa um sistema de educação vivenciada a partir de cursos modulares de curta duração, oferecendo foco intensivo em um tópico, seguido da prática experimental diretamente no campo missionário.

Ciente de que os novos rumos atuais da obra missionária demandam mão de obra especializada, inclusive para furar o bloqueio legal à entrada de cristãos em pelo menos um terço dos lugares onde tem atuado, a JOCUM, a partir da UofN, tem formado verdadeiros “fazedores de tendas”. É gente que, à semelhança de Paulo, desenvolve uma atividade profissional paralela ao trabalho missionário. Cursos dos mais variados, nas áreas de saúde, tecnologia, aconselhamento cristão, educação, comunicação, ciências humanas, linguística, artes, entre dezenas de outros, são ministrados paralelamente ao ensino bíblico teísta cristão. Tudo para que o missionário possa aproveitar todas as oportunidades de falar do amor de Cristo a todas as pessoas e à pessoa toda. Viagens missionárias de curta duração durante o verão, blitzs evangelísticas em grandes eventos e assistência médica por meio de navios-hospitais são apenas algumas das ações criadas pela JOCUM. “Quanto mais inovador o ministério, melhor”, diz David Joel Hamilton, missionário atuante na área de Planejamento e Estratégias da Missão.

Descentralização é mesmo uma palavra de ordem, ainda que exista um conselho internacional chamado Equipe de Liderança Global (GLT, conforme a sigla em inglês) formado por vários líderes regionais e internacionais. Cada centro de operações ministeriais de Jocum em cada nação tem autonomia administrativa e financeira, planejando suas viagens ao campo, bem como, seus próprios programas de ensino, recrutamento de missionários de curto, médio e longo prazos, captação de recursos e determinação de prioridades ministeriais. Enxugar a gestão de pessoas, excluindo cargos administrativos e encorajando o formato bíblico de liderança por conselho foi a maneira encontrada para que a quase totalidade dos recursos disponíveis seja usada nos projetos, impactos e no cumprimento prático do lema de fazer Deus conhecido entre todas as nações. Ninguém é assalariado; isto é, cada missionário de JOCUM é responsável por levantar sua própria rede pessoal de mantenedores e assume a responsabilidade, tanto pelo próprio sustento quanto pelo envolvimento de comunidades cristãs (igrejas) no seu ministério missionário, mobilizando pessoas para o envolvimento com a Grande Comissão a partir do seu chamado ministerial na missão.

Atualmente, um dos líderes internacionais da missão que tem falado publicamente em nome da JOCUM é o neozelandês John Dawson. Aos 75 anos de idade, Loren permanece ativo como pioneiro e consultor-sênior, embora não exerça mais a liderança formal do movimento. Extremamente respeitado pelo seu legado, ele comemorou os 50 anos de ministério com uma jornada global de viagens missionárias, ao lado de sua esposa e companheira de ministério em missões, Darlene Cunningham. Eles participaram de 50 celebrações regionais, incluindo o Nepal, Tailândia, África do Sul, México e, no Brasil, o casal esteve presente em Curitiba-PR e em Recife-PE, reunindo mais de 800 pessoas nos dois eventos por aqui. A festa do Jubileu de Ouro de JOCUM culminou com uma grande “Festa das Nações” no campus da UofN em Kailua-Kona, no estado americano do Havaí, no início de Dezembro de 2010. “Não conheço mais ninguém que, como ele, tenha buscado o escopo da Grande Comissão indo a cada nação do mundo pregando o Evangelho”, elogia Steve Douglass, presidente de campo da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo Internacional, instituição parceira de JOCUM.

Loren continua levando a chama da propagação do Evangelho adiante, tudo com base na visão compartilhada por Deus com ele de ver milhões de jovens evangelistas vindos dos quatro cantos do Terra e invadindo as nações como verdadeiras tochas vivas levando a mensagem transformadora do Evangelho. No campus de Kona da Universidade das Nações, no Havaí, ele é um professor acessível a todos os alunos que desejam abraçá-lo ou bater um papo. “Ele é um excelente contador de histórias e sempre deixa a mente dos jovens fascinada, pretendo toda a atenção deles”, diz Don Stephens, que serviu como líder internacional em JOCUM por três décadas. Quem não conhece sua trajetória não acreditaria nos perigos que Loren já enfrentou para levar o Evangelho, desde um avião sem combustível caindo numa floresta do Togo a doenças endêmicas em regiões afetadas por surtos de hepatite e malária – sem falar num acidente de carro, logo no início do ministério, do qual Darlene saiu praticamente morta e recobrou o fôlego após uma oração desesperada do marido perante Deus. Desde então, o fundador nunca mais perdeu a sua profunda confiança no Senhor, a qual, garante, que é o que lhe sustenta.

“Compartilhamos sonhos”
“Estou há 20 anos na JOCUM e minha motivação para participar desse ministério foi a forma como a organização encara os desafios missionários”, diz Vida, uma jocumeira brasileira. O nome é fictício, já que, na nação onde ela atualmente trabalha, os evangelistas correm risco real de morte se suas atividades forem sequer descobertas. A obreira conta histórias que mais parecem enredo de filme de ação, mas o que realmente a empolga é seguir o chamado. “A paixão de todo jocumeiro é realmente conhecer mais a Deus e fazê-Lo conhecido”, recita. Para ela, a paixão pelas vidas e o desafio de sempre caminhar por fé, é o que leva as pessoas a fazerem parte de Jovens com uma Missão. “Temos acesso a excelentes cursos ligados à Universidade das Nações, que formam e qualificam o missionário para o ministério”, descreve.

As diferentes iniciativas modulares de ensino da UofN normalmente funcionam nas bases da JOCUM e, paralelamente ao aprendizado, diversos projetos são desenvolvidos. Os de maior visibilidade no Brasil, por exemplo, são os impactos evangelísticos em datas específicas como Reveillon e Carnaval, além de celebrações religiosas como o Círio de Nazaré, em Belém (PA) e as romarias em Aparecida, no interior de São Paulo, bem como, em Juazeiro do Norte, no Ceará. É possível ter um envolvimento de curto prazo, como durante as férias escolares ou férias do trabalho, por exemplo. Tudo isso faz com que a passagem pela missão marque para sempre a vida espiritual dos Jocumeiros. “Aprendemos a viver em comunidade; trabalhamos e estudamos juntos, compartilhando sonhos” – comenta Vida.

O paraibano Pedro Bezerra de Souza, carinhosamente chamado por toda a JOCUM Brasil de Tio Pedro, é outro evangelista entusiasmado. Desde 1991, ele é trabalha com eventos de impacto na base de JOCUM em Contagem (MG). “O amor pelos perdidos e o desejo de levar outros a ter a mesma experiência de salvação é que me trouxe para cá”, conta. Na sua região, ele coordena atividades sociais e evangelísticas que incluem a evangelização de adeptos do candomblé na festa anual de Iemanjá, na Lagoa da Pampulha, e de turistas no Festival de Inverno de Ouro Preto. “Também organizamos almoços e palestras para as profissionais do sexo que fazem ponto na zona boêmia de Belo Horizonte”, conta. Incansável, o jocumeiro Tio Pedro tem se empenhado ultimamente em ajudar a levantar fundos para socorrer igrejas afetadas pelo terremoto no Haiti.

O líder nacional de JOCUM Brasil, Wellington Oliveira, resume o espírito que norteia o trabalho jocumeiro ao comentar que, em JOCUM, “somos um organismo, e não uma organização. Uma família de ministérios cujo maior patrimônio são as pessoas”. Na JOCUM há 28 anos, ele diz que a missão é um grupo que está atento às mudanças e tem adequado suas estratégias de acordo com as demandas. Foi assim, por exemplo, que Jocumeiros ligados à entidade encabeçaram um movimento contra o infanticídio praticado por povos indígenas brasileiros, bem como, uma mobilização nacional contra a pedofilia. “Também apoiamos trabalhos desenvolvidos por igrejas locais”, afirma. Wellington admite que a ênfase dada a missões perdeu sua intensidade nos últimos anos, mas, acredita que a vocação ministerial da juventude cristã não arrefeceu totalmente. Para ele, “o crescimento do número de jovens que nos procuram é a prova disso”. É preciso, segundo ele, estar atento às mudanças de foco. “Como somos um mundo predominantemente urbano, é natural que, principalmente no Brasil, tenhamos as estratégias da juventude majoritariamente com essa ênfase”.

ALGUNS NÚMEROS DO MAIOR MOVIMENTO MISSIONÁRIO TRANSCULTURAL DO MUNDO:
181 países já têm alguma atividade da Jocum em andamento

17 mil é o número aproximado de missionários de tempo integral em JOCUM hoje

4 milhões de pessoas já atuaram na missão de alguma forma

50 mil alunos passam todos os anos pela Universidade das Nações

1,2 mil centros de atividades missionárias estão em funcionamento no mundo

13% é a taxa anual de crescimento médio da quantidade de missionários

1,3 mil dos obreiros em atividade na JOCUM são brasileiros

60 é o número aproximado de escritórios e centros de treinamento missionário da JOCUM no Brasil

100 países contam com o trabalho de jocumeiros brasileiros

Redator: John W. Kennedy – para conferir a notícia no Site da Cristianismo Hoje, clique aqui (http://cristianismohoje NULL.com NULL.br/interna NULL.php?subcanal=34&id_conteudo=704)

Fonte: Revista Cristianismo Hoje, edição de Dezembro de 2010 – Janeiro de 2011

Revisão e Edição para Site Nacional: Saulo Xavier – jornalista responsável pelo Site Nacional de JOCUM Brasil.

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